A POLÍTICA E A VIOLÊNCIA
Sabemos que o “poder” político tornou-se o sujeito menos humano e mais violento psiquicamente e interiormente falando em seu discurso diário.
Portanto o comportamento, do ponto de vista da convivência entre as pessoas, tem levado as mesmas a se sentirem inseguras decorrente do sofrimento e humilhação que tem rebaixado a sua auto-estima enquanto ser único e individual. Sabemos também que, do ponto de vista do comportamento violento, inclui o homem quando busca “autoridade de poder”, exercendo sobre vasta camada da população uma fascinação sádica ausente de limite e que ao mesmo tempo sente-se gratificado com o sofrimento do outro. Nesta origem o indivíduo em sua diversidade teórica provoca a desigualdade social gerando sobre o planeta terra: fome, miséria, falta de moradia, saúde e educação. Este sujeito, cujo transtorno envolve o comportamento, só atua numa situação ameaçadora como esta, porque não foi conhecedor do corte lacaniano da infância, em sua fase oral, fálica e de latência e não aprendeu canalizar sua sabedoria para a vida adulta.
Psiquicamente foi comprovado em estudo por aliciadores como Bandura e Tarcisio Padilha (1970,363) que o sujeito que exerce tal comportamento tornou-se um ser desagregado, desolado, ambicioso, egoísta e “absolutista” em potencial, e como causa e efeito envolve-se no estímulo e resposta se envolve apenas na idéia de se relacionar “humanamente” às normas e regras que governam situações ditas naturais, normais ou legais de um país que a lei tornou-se “boa” e jamais cumprida esse homem apenas discursa, mas não expressa em sua face a política como ética, a paixão como valor e o sonho como realidade. Por isso os intelectuais desde a época da ditadura e até os dias atuais utilizou-se e utiliza-se estes da poesia, da música para retratar o universo a partir de sua perspectiva básica de maneira melancólica e sutil sobre a repressão que definha a raça humana politicamente no campo da consciência atingindo também o campo da personalidade em questão.
Autoria: Lusneide da Silva Fernandes. (Psicóloga)
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